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Terra de Barros presta homenagem com uma escultura única aos pioneiros do cava em Almendralejo

A cidade reconhece o trabalho de Pablo Juárez, Aniceto Mesías e Marcelino Díaz

A comarca estremenha de Terra de Barros prestou esta quarta-feira, 24 de junho, homenagem com uma escultura única aos pioneiros do cava em Almendralejo, uma obra intitulada “As três bolhas da origem”, que foi inaugurada na rotunda “Pioneiros do cava”, situada na estrada EX300, na confluência entre as avenidas Miguel Hernández e A Rúa.

A obra foi realizada pelo artista murciano Amando López e simboliza, nas palavras do autor, a efervescência do cava como metáfora de vida, celebração e dinamismo cultural.

O conjunto escultórico é composto por três esferas ascendentes que representam tanto as bolhas do cava como os três pioneiros que, em 1983, tornaram possível a elaboração de cava na capital de Terra de Barros, Almendralejo.

Assim, a obra presta homenagem à figura de Pablo Juárez, cofundador e visionário; Aniceto Mesías, enólogo formado em França, impulsionador técnico do cava estremenho; e Marcelino Díaz, engenheiro agrónomo e inovador em viticultura, líder da defesa legal de Almendralejo como terra de cava.

REFERÊNCIA CULTURAL E TURÍSTICA

Cada esfera apresenta uma marca simbólica com as iniciais de cada pioneiro em relevo, acompanhadas por assinaturas pessoais que testemunham o seu legado. Além disso, o pedestal incorpora uma placa comemorativa que recorda o ano de 1983 como origem histórica deste marco.

A obra pretende tornar-se uma referência cultural e turística, um local de encontro e um ponto de referência visual que reforça a identidade local e potencia a projeção enoturística de Almendralejo e de Terra de Barros.

Marcelino Díaz valorizou o facto de Almendralejo passar a ter, desde esta quarta-feira, uma escultura que recorda este marco histórico.

CULTURA DO VINHO E DO CAVA

“É uma grande honra que o povo de Almendralejo, com as suas autoridades à frente, dê a esta rotunda o nome de pioneiros do cava e nela erga uma escultura que perpetuará os nossos nomes ao longo das gerações futuras”, afirmou Díaz, que considera que esta obra recordará às pessoas que visitam o município que Almendralejo é a cidade do cava.

Díaz afirmou que o cava é uma bebida “excecional”, reconhecida e elogiada a nível mundial, acrescentando que, quando Pablo Juárez, Aniceto Mesías e ele próprio elaboraram os primeiros cavas da Extremadura, conferiram a Almendralejo uma projeção e um renome internacionais.

“Isto exige que a cidadania estremenha desenvolva a cultura do cava ao mais alto nível, como já acontece na Catalunha, em França ou na Bélgica”, considerou Marcelino Díaz, acrescentando que atos como o desta quarta-feira são um exemplo nesse sentido, porque uma cidade como Almendralejo não pode viver de costas voltadas para a cultura do vinho.

UM DESAFIO AO ESQUECIMENTO

Por sua vez, a presidente da Deputação de Badajoz, Raquel del Puerto, destacou que a escultura inaugurada esta quarta-feira é um “desafio ao esquecimento, um impulso à memória e um brinde à recordação”, uma forma, acrescentou, de recordar o trabalho de três cidadãos de Almendralejo que colocaram todo o seu empenho em iniciar uma indústria que atualmente se tornou um tecido económico e social “importante e forte” na cidade.

Nesta linha, o presidente da Câmara Municipal de Almendralejo e presidente da Rota do Vinho e Cava Ribera del Guadiana, José María Ramírez, sublinhou que a inauguração desta escultura é um reconhecimento para aqueles que realizaram algo tão grandioso como a elaboração do cava, que “faz parte da identidade” de Almendralejo.

2026-06-26T13:35:40+02:0026 Junho, 2026|Cava|

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